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10/02/2009

Os Bambas do Samba Paulista

Bom falar desse grupo ao mesmo tempo em que é arriscado pelo fato de estar falando de grandes pessoas são acima de tudo grandes músicos que vem fazendo um trabalho maravilhoso no mundo do samba e na sua história, e claro é uma grande honra poder comentar deles aqui neste espaço.

Formado por:

Magnu Souza (pandeiro e voz)

Maurílio de Oliveira (cavaquinho e voz)

Vitor Pessoa (surdo e voz)

Everson Pessoa (violão e voz)

Yvison Pessoa (percussão e voz)

 

Sim estou falando nada mais nada menos que QUINTETO EM BRANCO E PRETO, formado em 1997 esse grupo surgi da periferia de São Paulo, seus integrantes da Zona Leste e Zona Sul foram apresentados uns aos outros por Wilson Sucena na sua “casa” o bar Boca da Noite onde tudo começou desse momento em diante o samba toma um novo rumo, jovens entre 20 e 25 anos de idade optam por fazer um samba maduro e tradicional, batizados primeiramente como Quinteto Café com Leite, porém não foi o nome registrado pelo fato de já existir outro grupo com esse nome então a madrinha do grupo Beth Carvalho sugeriu o atual nome. Esses jovens meninos desde então trazem aos palcos da vida uma boa música, um samba contemporâneo, um samba onde eles expressão o que sentem o que passam e o que vivem , em pouco tempo o grupo começou a ocupar todo o espaço do samba mais que merecido além de tocarem bem, catarem bem, compõem bem, arranjam bem, são muito bonitos, alegres e trazem isso para os palcos, simpático e muito talentosos, ou seja, é um conjunto de harmonia que eles trazem com eles que no primeiro instante você se apaixona. Conhecidos nacionalmente e com muito talento tiveram a oportunidade tocar com grandes nomes do samba como: Beth Carvalho madrinha do grupo, Nei Lopes, Monarco, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Guilherme de Brito, Wilson Moreira, Luiz Carlos da Vila, Nei Lopes, Walter Alfaiate, D. Ivone Lara, João Nogueira e Elton Medeiros, Tobias da Vai-Vai entre outros.

 

Já os conhecia de nome comentarios de alguns amigos que sempre falavam deles nunca tinha tido a oportunidade vê-los cantar, porém quanto tive essa oportunida me apaixonei logo de cara por aqueles cinco “meninos”, eleganes, bonitos, carismaticos entre outras qualidades de só eles tem, a partir dai passei a admiralos e respeitalos como músicos e poder falar do Quinteto hoje é uma emoção muito grande pra mim, falar de pessoas que sairam da periferia de São Paulo para defender a bandeira do Samba coisa que hoje quase não vemos no meio músical, vemos sim grupos chegando a doto momento dizendo tocar samba só pelo fato de ter uma levada parecida porém nada igual ao samba de verdade com uma música de pessima qualida é isso que vimos a todo momento na midia. Embora não estajam todos os dia no Fastão, no Gugu, no Altas Horas ou em qualquer programa de Televisão muitos falam que não estão namidia frequentemente talvez por trazerem um Samba “velhor” como dizem por ai, eu descordo plenamente eles apenas não estão na midia pelo fato de serem bons e terem talento até porque a midia não divulga nada que é bom ou que te faz pensar e não por trazerem um samba “velho” como eles mesmo dizem “O samba que canto é mais moderno do que muito pensam por ai”, mas mesmo não estando na midia onde passam levanto poeira. No ultimo dia 25/01/2009 teve a honra de ver mais um espetaculo no Memorial da America Latina em comemoração aos 455 anos de São Paulo e nada melhor para comemorar seu aniversário do que Paulistos da Gema como Quinteto em Branco e Preto.  

 

 

Postado por: Beatriz Marques

 

 

 

 


Escrito por bia e caue às 03h07
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07/02/2009

Uma Parte da História

Samba

 

No surgimento do samba trazido pelos africanos seu ritmo dançante, seus instrumentos de percussão entre outro adereço que fazia a festa nos tempos antigos, desde seu surgimento o samba é um gênero musical muito perseguido e criticado. Mais ou menos em meados da década de 1920 o samba estava basicamente fincado nas ruas do Rio de Janeiro onde se encontrava a maioria dos músicos e compositores da época, no inicio dessa época o estado do Rio de Janeiro estava passando por uma mudança, ou melhor, a chamada civilização do estado, então passa a deixar de existir os cortiços, malocas etc, para grandes prédios, avenidas, mansões entre outras estruturas luxuosas.

A parti de então as casas que existiam na cidade onde acorria a roda de samba passa a habitar os morros e bairros mais escondidos, porém muito procurados.

O samba nesta época era muito perseguido pela policia “onde havia samba havia cana” e todas as vezes que um musico era parado pela policia local com algum instrumento imediatamente era apreendido e os músicos ficavam sem seus instrumentos, mesmo com toda essa perseguição os músicos não se calavam e levam as suas mais belas composições e melodias para o povo em noites de chuva ou de luar a música não se deixa calar. Um dos bairros mais contemplado pelos boêmios na época era o bairro da Lapa onde se encontrava a maioria das casas noturnas e rodas de samba da cidade, nesta época Pixinguinha mais sete amigos apaixonados pela boa música passam a integra um grupo chamado “Oito Batutas”. O “Oito Batutas”

Passa a se apresentar no “Paras”, com seu violão, cavaco, pandeiro entre outros instrumentos, já não sendo novidade para ninguém a burguesia também criticava o ritmo tocado por eles. Sempre preocupados com o que o restante do mundo iria pensar a respeito do nosso país, com as músicas que eram tocadas nos bares e botequins, para a burguesia música de verdade são apenas aquelas que eram feitas “na porta de casa” as músicas tocadas em grande festa da alta sociedade, música que não representava o verdadeiro sentimento dos brasileiros, para eles tanto a música feita ou toca nos morros ou bairros da “periferia” quanto quem as cantavam eram a vergonha do país.

 

Bibliografia 

 "Nem do morro nem da cidade - As transformações do Samba e a industria Cultural 1920/45"

 

Postado por: Beatriz Marques

 


Escrito por bia e caue às 00h10
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